E se der certo?


E se der certo?

"Ah, não aguento mais assistir tanta apresentação chata!"

"As apresentações que eu faço na vida são meio nhé..."

"No meu trabalho, toda reunião é um porre."

Esses são incômodos da maioria das pessoas que procuram meus cursos, oficinas e mentorias.

No curso de comunicação científica da USP em que participo como convidado, por exemplo, sempre trabalhamos ferramentas para melhores conexões entre apresentador e público.

Durante os encontros, os alunos - todos cientistas - vão se soltando, pesquisando e arriscando. Em todas as edições do curso presenciei apresentações científicas fantásticas, várias delas emocionantes.

Isso é maravilhoso!

Por outro lado, sempre encontramos nos alunos o mesmo receio: "aqui no curso vocês dão liberdade para experimentarmos coisas novas, mas e se eu for arriscar nas minhas apresentações no mundo real? E se der errado?"

Essa é uma pergunta válida e precisa se avaliada mesmo.

Só que há outra pergunta tão válida quanto a anterior, mas que recebe muito menos atenção.

E SE DER CERTO?

Sério, pensa nisso.

E SE DER CERTO?

Antes de toda grande apresentação que já aconteceu no mundo, alguém fez essa pergunta.

De Martin Luther King a Steve Jobs.

Do seu professor marcante ao seu chefe inovador.

Todo mundo que fez uma apresentação marcante parou para pensar: e se der certo?

E se der certo colocar seu repertório pessoal na apresentação? E se der certo experimentar um formato em que você realmente acredita?

Vou te falar o que acontece se der certo.

Você apresenta com prazer.

Você se diverte.

Você se conecta com o público.

Você tem confiança para experimentar mais vezes.

Você entra em um círculo virtuoso.

Se você nunca pensar "e se der certo?", vai continuar seguindo os mesmos padrões e fazendo as mesmas reclamações do começo deste post.


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