Liderança: uma questão de retrovisor, não de para-brisa.


Liderança: uma questão de retrovisor, não de para-brisa.

Semana passada o Ibovespa bateu a casa dos 97 mil de pontos. Um recorde histórico que me gerou uma reflexão interessante sobre o mercado financeiro e a liderança de pessoas. Eu sempre achei engraçado como o mercado financeiro é volátil e sensível as perspectivas de mudança. No fundo os investidores compram ou vendem ações muito mais por esperança ou medo. Neste caso fatos, atitudes e histórico tem menos valor do que declarações e promessas.

Um exemplo clássico são as empresas de Eike Batista, as famosas “etcX”, que rapidamente ganharam valor de mercado sem nunca terem apresentado qualquer resultado consistente. Muitas pessoas investiram suas economias e acreditaram nas promessas do empresário e nas matérias de jornais e revistas, que na época, entusiasmados diziam: “Nasce o maior bilionário brasileiro”. (VEJA – 13/06/18)

O que eu acho curioso é que as pessoas que investiram nas empresas X são as mesmas pessoas que trabalham em outras organizações e desconfiam de seus próprios líderes. Questionam, duvidam, testam e encontram em inúmeras oportunidades a chance de dizer: “Eu sabia, eu sempre desconfiei”. Talvez muitas delas tenham razão, porque são raros os líderes que pautam sua liderança pelo retrovisor.

É engraçado, mas sempre fomos ensinados nas escolas de negócio e nas organizações que o líder é aquele que sempre sabe a resposta e aponta o caminho certo a ser seguido. A figura clássica de representação é uma seta, na qual, ele, LÍDER (em caixa alta) está sempre na frente apontado a direção. Será que é isso mesmo?

Eu tenho uma visão diferente. Para mim o líder é o cara que com gestos e decisões consistentes, coerentes, corajosos, diários e simples demonstra que liderança não é sobre olhar para frente, mas sim sobre estar junto e misturado. E como o Márcio Fernandes sempre diz: “para o seu time confiar em você, você precisa ter credibilidade e para ter credibilidade você precisa estar próximo.” Ao contrário do mercado financeiro que se pauta por promessas e prognósticos as pessoas nas organizações se pautam por atitudes e diagnósticos.




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