Ale Santos
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Ale Santos é escritor e roteirista afrofuturista, duas vezes finalista do Jabuti, com palestras sobre ancestralidade, storytelling e futuros plurais.

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Ale Santos

Ale Santos é escritor, roteirista, comunicador e especialista em storytelling, conhecido por unir ficção científica, afrofuturismo e cultura afro-brasileira. Em artigo publicado pela SFRA Review, revista ligada à Science Fiction Research Association, foi descrito como o autor mais popular da nova geração do afrofuturismo brasileiro. Sua produção aborda ancestralidade, afrocentricidade, resistência, tecnologia e a criação de futuros nos quais pessoas negras ocupam o centro das narrativas.

Por meio da literatura, Ale recupera personagens, acontecimentos e referências culturais que muitas vezes foram apagados ou colocados à margem da história. Ao mesmo tempo, utiliza a ficção especulativa para imaginar novas relações entre identidade, sociedade e tecnologia. Seu trabalho conecta memória e futuro, mostrando que imaginar outros mundos também pode ser uma forma de questionar as estruturas do presente.

Essa proposta aparece em obras como Rastros de resistência: histórias de luta e liberdade do povo negro, livro que apresenta trajetórias de lideranças e personagens negros, e no romance O Último Ancestral, uma fantasia urbana afrofuturista que reúne tecnologia, fé, cultura e referências da história africana no Brasil. Em A Malta Indomável, Ale retorna ao universo de O Último Ancestral com uma nova história de ficção científica, aventura e magia ancestral.

Sua trajetória internacional começou em 2013, quando participou da antologia de ficção científica Cautions, Dreams & Curiosities: The Tomorrow Project, representando o Brasil com o conto A Cor dos Seus Olhos. Em 2020, tornou-se finalista do Prêmio Jabuti, na categoria Ciências Humanas, com Rastros de resistência. Naquele período, também foi reconhecido pelo Prêmio Sim à Igualdade Racial e integrou a seleção de 50 brasileiros mais criativos apresentada pela edição brasileira da WIRED.

Em 2022, voltou a ser finalista do Prêmio Jabuti, desta vez na categoria Romance de Entretenimento, com O Último Ancestral, obra que também chegou à final do primeiro CCXP Awards. No mesmo ano, Ale Santos foi incluído na Powerlist100 da BANTUMEN, que reúne personalidades negras influentes da Lusofonia.

Sua atuação também alcança os games e os quadrinhos. Em 2023, Ale roteirizou La Bestia, história do projeto internacional Assassin’s Creed: Visionaries, desenvolvida com o quadrinista Rafael Albuquerque e o colorista Marcelo Maiolo. Ambientada no Brasil da década de 1970, a narrativa utiliza o universo da franquia para abordar memória, liberdade e resistência.

Nas palestras e encontros com o público, Ale Santos parte de sua experiência como escritor e roteirista para mostrar como as histórias influenciam a maneira como enxergamos pessoas, culturas e possibilidades de futuro. Seus conteúdos aproximam afrofuturismo, ancestralidade, criatividade, representatividade, cultura pop e tecnologia, convidando o público a refletir sobre quem tem o direito de imaginar, construir e protagonizar os próximos capítulos da sociedade.

Sua abordagem é especialmente relevante para eventos que desejam ampliar o debate sobre diversidade, narrativas negras, inovação cultural e transformação social. Mais do que apresentar conceitos, Ale demonstra como literatura, entretenimento e storytelling podem reconstruir imaginários, recuperar memórias e abrir espaço para futuros mais plurais.

Temas de palestras

Importante sobre os títulos oficiais

Pra Voltar a Imaginar o Futuro - Afrofuturismo, ancestralidade e criatividade para ampliar aquilo que acreditamos ser possível.
Por que algumas pessoas têm mais liberdade para imaginar o futuro do que outras? Nesta palestra, Ale Santos apresenta o afrofuturismo como uma ferramenta de criatividade, identidade e transformação. A partir da literatura, da cultura afro-brasileira e da ficção científica, o escritor mostra como recuperar memórias e referências ancestrais pode ajudar a construir novas possibilidades para o presente e para o futuro. O conteúdo convida o público a questionar imaginários limitantes e a perceber o poder das narrativas na criação de sociedades mais plurais. O título está disponibilizado no próprio site do autor.

Afrofuturismo na literatura brasileira e a construção de um referencial antirracista
Ale Santos aborda como a literatura afrofuturista pode contribuir para a construção de um repertório antirracista no Brasil. A conversa passa pela criação de roteiros de ficção científica, pela presença de personagens negros na cultura e pelo impacto das histórias na formação do imaginário coletivo. O tema também permite discutir produção de conteúdo, mercado criativo e novas possibilidades profissionais para autores, roteiristas e comunicadores. Este título foi utilizado oficialmente em atividade promovida pelo Senac São Paulo.

Ancestralidade, memória e resistência - Conhecer as histórias que vieram antes de nós para compreender o presente e transformar o futuro.
A partir das pesquisas realizadas para obras como Rastros de resistência, Ale Santos apresenta personagens, lideranças e movimentos negros que tiveram participação importante na história, mas nem sempre receberam o devido reconhecimento. A palestra mostra como memória e ancestralidade podem fortalecer identidades, ampliar referências e combater processos de apagamento histórico. O conteúdo conecta passado e presente, ressaltando a importância de preservar e compartilhar narrativas de luta, liberdade e transformação.

Storytelling e narrativas negras na cultura pop - Como livros, games, quadrinhos e produções audiovisuais ajudam a transformar o imaginário coletivo.
Com experiência em literatura, podcasts, quadrinhos e projetos ligados ao universo dos games, Ale Santos analisa o papel do storytelling na construção de personagens, mundos e mensagens capazes de permanecer na memória do público. A palestra discute a presença de narrativas negras na cultura pop e mostra como a representatividade pode ampliar repertórios, criar identificação e gerar novas possibilidades criativas. Entre os exemplos de sua trajetória está a participação como roteirista em Assassin’s Creed: Visionaries.

Tecnologia, ficção científica e futuros plurais - Repensando inovação e tecnologia a partir de diferentes culturas, identidades e experiências.
A ficção científica não serve apenas para prever tecnologias: ela também revela como imaginamos as pessoas que terão acesso a elas e os futuros que desejamos construir. Ale Santos utiliza o afrofuturismo para discutir as relações entre tecnologia, identidade, desigualdade e criatividade. A palestra convida o público a olhar para a inovação de maneira mais humana e plural, reconhecendo que diferentes experiências culturais podem produzir novas ideias, soluções e formas de compreender o mundo.

Literatura e transformação social - O poder das histórias para recuperar memórias, questionar desigualdades e criar novas perspectivas.
Nesta palestra, Ale Santos mostra como a literatura pode transformar pesquisas históricas, experiências sociais e questões políticas em narrativas acessíveis e envolventes. A partir de sua trajetória como escritor, ele apresenta a escrita como um espaço de memória, denúncia, criatividade e construção de alternativas. O público é convidado a refletir sobre como livros, histórias e personagens podem modificar percepções, ampliar referências e estimular conversas importantes dentro e fora das organizações.

Diversidade, criatividade e novos imaginários - A pluralidade de experiências como ponto de partida para criar ideias mais relevantes e representativas.
Ale Santos propõe uma reflexão sobre a relação entre diversidade e criatividade nas indústrias culturais e no mercado contemporâneo. A palestra mostra que ampliar as vozes presentes na criação de histórias, produtos e experiências também significa ampliar as possibilidades de inovação. Por meio do afrofuturismo e do storytelling, o escritor demonstra como novos pontos de vista podem desafiar padrões estabelecidos, enriquecer processos criativos e aproximar marcas, instituições e projetos de públicos diversos.

 

AT 08-26


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Luto pela existência do imaginário | Ale Santos
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