Campinas/SP
HomePrimeira mulher negra latino-americana a chegar ao topo do Everest, Aretha Duarte transforma uma trajetória marcada por montanhismo, sustentabilidade e mobilização coletiva em aprendizados para pessoas e empresas. Em suas palestras, conecta os desafios da alta montanha a temas como liderança, ESG, diversidade, economia circular, empreendedorismo, trabalho em equipe e Poder Interno Bruto, mostrando como preparo, propósito, coragem e ação podem transformar obstáculos em novos caminhos.
Aretha Duarte é palestrante, montanhista, educadora ambiental e empreendedora socioambiental, reconhecida por uma conquista histórica: em 23 de maio de 2021, tornou-se a primeira mulher negra latino-americana a chegar ao cume do Monte Everest, a montanha mais alta do planeta.
Nascida e criada na periferia de Campinas, no interior de São Paulo, Aretha é formada em Educação Física e conheceu o montanhismo durante a faculdade. A partir dali, o esporte passou a fazer parte de sua trajetória profissional e pessoal, levando-a a expedições em diferentes partes do mundo. Antes do Everest, esteve em montanhas como Kilimanjaro, na Tanzânia; Elbrus, na Rússia; Monte Roraima, na Venezuela; Pequeno Alpamayo, na Bolívia; além do Aconcágua, na Argentina, onde participou de cinco expedições e alcançou o cume em quatro delas.
A história que a levou ao Everest começou muito antes da chegada ao topo. Diante do alto custo necessário para realizar a expedição, Aretha transformou a reciclagem em parte de sua estratégia para tornar o projeto possível. Durante aproximadamente 13 meses, mobilizou pessoas, empresas e comunidades e recolheu cerca de 130 toneladas de materiais recicláveis, cuja comercialização ajudou a financiar parte da jornada.
O projeto tornou-se um exemplo concreto de como economia circular, criatividade, mobilização coletiva e propósito podem caminhar juntos. Além dos recursos obtidos com os recicláveis, Aretha buscou patrocinadores e outras formas de arrecadação para viabilizar a expedição, enquanto mantinha uma intensa preparação física e técnica para enfrentar o Everest.
Sua chegada ao topo, porém, ganhou um significado que ultrapassou a conquista esportiva. Como primeira mulher negra latino-americana a alcançar o cume do Everest, Aretha passou a usar sua trajetória para ampliar conversas sobre representatividade, diversidade, empoderamento feminino, acesso ao esporte e transformação socioambiental.
Essa história é retratada em Da Sucata ao Everest – A Saga de Aretha Duarte, biografia escrita pelos jornalistas Débora Rubin e Rodrigo Grilo. O livro percorre desde sua infância na periferia de Campinas até o desafio de chegar ao ponto mais alto do planeta, passando pelos obstáculos sociais, financeiros e pessoais encontrados ao longo do caminho.
Aretha também levou essa discussão ao TEDxSãoPaulo, na palestra Toda mulher negra merece seu Everest, na qual compartilhou sua experiência como mulher negra e periférica que rompeu barreiras até chegar ao topo do mundo.
Sua atuação socioambiental continuou depois da expedição. Aretha tornou-se embaixadora ESG da Veolia Brasil e desenvolveu, em Campinas, um projeto de parede pública de escalada sustentável, criado para ampliar o acesso ao esporte na região onde cresceu. A iniciativa ganhou destaque também na série documental Te Encontro no Topo!, do Canal OFF, que acompanha sua trajetória e o processo de criação da parede de escalada.
Como palestrante, Aretha leva a experiência da alta montanha para o ambiente corporativo. O Everest se transforma em uma metáfora concreta para falar sobre desafios, preparação, tomada de decisão, trabalho em equipe, persistência, liderança e capacidade de adaptação. Sua abordagem conecta histórias vividas em condições extremas a questões presentes na realidade de empresas, líderes e profissionais.
Um dos conceitos centrais de sua mensagem é o Poder Interno Bruto, o PIB, expressão usada por Aretha para representar a força que cada pessoa pode acessar para enfrentar obstáculos, transformar limitações e avançar em direção aos próprios objetivos.
Mais do que uma história sobre chegar ao topo de uma montanha, a trajetória de Aretha Duarte fala sobre transformar recursos limitados em possibilidades, mobilizar pessoas em torno de um objetivo e compreender que grandes conquistas raramente são individuais. É essa combinação entre experiência real, sustentabilidade, representatividade e ação que ela leva para suas palestras.
Temas de palestras
Poder Interno Bruto (PIB) - A força interna que transforma limites em movimento
O Poder Interno Bruto é um dos conceitos centrais da mensagem de Aretha Duarte. A partir de sua própria trajetória, ela mostra como coragem, persistência, preparação e propósito podem ajudar pessoas a enfrentar desafios que inicialmente parecem maiores do que suas capacidades. A experiência do Everest serve como ponto de partida para provocar uma reflexão sobre potencial, escolhas, atitude e a capacidade de continuar avançando mesmo diante de cenários adversos.
ESG - Sustentabilidade que deixa o discurso e se transforma em ação
A experiência de Aretha conecta sustentabilidade ambiental e impacto social de maneira prática. A coleta de recicláveis que ajudou a viabilizar sua expedição ao Everest e sua atuação em projetos socioambientais permitem abordar ESG a partir de situações concretas, estimulando empresas e profissionais a refletirem sobre responsabilidade, propósito, impacto e o papel de cada pessoa na construção de modelos mais sustentáveis.
Empreendedorismo - Criatividade, iniciativa e capacidade de construir caminhos
A jornada até o Everest também exigiu uma mentalidade empreendedora. Sem dispor inicialmente dos recursos necessários para uma expedição dessa dimensão, Aretha precisou mobilizar parceiros, desenvolver alternativas de arrecadação, trabalhar sua rede de contatos e transformar uma ideia ambiciosa em um projeto possível. A palestra conecta essa experiência a iniciativa, criatividade, planejamento, capacidade de adaptação e realização.
Conquistas Coletivas - Nenhum grande topo é alcançado sozinho
O Everest é uma conquista individual apenas na fotografia do cume. Por trás dela existem equipes, parceiros, apoiadores, preparação e confiança. Aretha utiliza sua experiência para mostrar a importância da colaboração, da construção de relações e do reconhecimento de que resultados relevantes dependem da contribuição de diferentes pessoas. Um conteúdo especialmente conectado a equipes, cultura organizacional e objetivos compartilhados.
Economia Circular - Quando resíduos se transformam em recursos e possibilidades
A experiência de coletar cerca de 130 toneladas de materiais recicláveis para ajudar a financiar o projeto Everest tornou a economia circular parte concreta da trajetória de Aretha. Em sua abordagem, sustentabilidade deixa de ser um conceito distante para mostrar como materiais descartados podem voltar à cadeia de valor, gerar recursos e criar impacto ambiental e social quando existe consciência sobre seu destino.
Reciclagem - Da sucata ao Everest: transformação ambiental na prática
Para Aretha, a reciclagem não está apenas associada à preservação ambiental: ela fez parte de uma experiência que ajudou a transformar um projeto considerado improvável em realidade. A palestra utiliza essa trajetória para ampliar a percepção sobre resíduos, responsabilidade individual e coletiva, consumo consciente e o potencial da reciclagem como instrumento de transformação ambiental, econômica e social.
Empoderamento Feminino - Mais mulheres ocupando espaços e chegando aos seus próprios topos
Ao tornar-se a primeira mulher negra latino-americana no cume do Everest, Aretha passou a representar também a presença feminina em um ambiente historicamente pouco acessível às mulheres. Sua história convida o público a refletir sobre autonomia, coragem, oportunidades e o direito das mulheres de ocuparem espaços, assumirem protagonismo e ampliarem os limites do que imaginam ser possível.
Representatividade e Diversidade - Quando alguém abre um caminho, outras pessoas passam a enxergá-lo como possível
A trajetória de uma mulher negra, nascida e criada na periferia de Campinas, até o ponto mais alto do planeta tornou a representatividade uma dimensão inseparável da história de Aretha. Em suas palestras, essa experiência abre espaço para conversas sobre diversidade, inclusão, acesso a oportunidades e a importância de criar ambientes nos quais diferentes pessoas possam participar, desenvolver seu potencial e ocupar posições antes pouco acessíveis.
Liderança - Preparar, decidir, adaptar e avançar com propósito
A alta montanha exige planejamento, percepção de risco, decisões sob pressão, preparação e confiança na equipe. Aretha conecta esses aprendizados aos desafios da liderança, mostrando como grandes objetivos exigem clareza, responsabilidade e capacidade de adaptação. O Everest funciona como uma experiência real para discutir a maneira como líderes e equipes se organizam diante de cenários complexos e objetivos desafiadores.