Fred Nicácio

São Paulo/SP


Fred Nicácio

Ex-modelo e com formação superior também em fisioterapia, Fred vive desde o ano passado em Bauru, para onde se mudou depois do casamento com o cirurgião dentista Fábio Gelonese. Na mesma cidade, além da clínica com o marido, atende voluntariamente no hospital de campanha para vítimas do coronavírus desde março.




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Ex-modelo e com formação superior também em fisioterapia, Fred vive desde o ano passado em Bauru, para onde se mudou depois do casamento com o cirurgião dentista Fábio Gelonese. Na mesma cidade, além da clínica com o marido, atende voluntariamente no hospital de campanha para vítimas do coronavírus desde março.

O médico é também um influenciador digital, com seus quase 350 mil seguidores no Instagram. Foi por um post em 2018, por sinal, que a mensagem antirracista assimilada já desde a educação familiar começou a atingir uma plateia mais numerosa: uma foto dele com uma paciente de 74 anos viralizou. Ela, também negra, havia se mostrado positivamente surpreendida em ser atendida por um médico negro pela primeira vez na vida.

Não é por acaso: segundo dados do MPT (Ministério Público do Trabalho), menos de 2% dos médicos no Brasil são declaradamente negros. "Como médico, minha vida é um ponto fora da curva da maioria dos negros: nunca tive um colega de trabalho negro; vi uma única professora negra na minha graduação em medicina, mas ela não era médica; e nunca fui atendido por outro médico negro - o que reflete ainda o quão elitista, segregacionista e racista pode ser o Brasil, se lembrarmos que negros e pardos compõem mais de 50% da nossa população", considera.

São justamente pretos e pardos ainda os grupos minoritários nos cursos mais concorridos em universidades públicas. Medicina em primeiro lugar e odontologia, em segundo, lideram a discrepância.

Indagado sobre o que o que ainda é preciso para que haja mais médicos negros no Brasil, Nicácio prescreve a receita em que acredita: "A melhor forma de diminuirmos a desigualdade racial na medicina é aumentando as possibilidades e as oportunidades de pessoas negras ao acesso a medicina", defende. "O sonho de ser médico para uma pessoa preta já é um grande rompimento com a realidade que a maioria vive — a começar pela falta de referência, fora a dificuldade de pagar um curso pré-vestibular específico, trabalhar e estudar", complementa...

Temas de Palestras:

- Diversidade/Racismo/Gênero
- Saúde/Dermatologista
- Superação de Desafios/Mudanças

AT 06-21