Beia Carvalho

São Paulo/SP
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Beia Carvalho

A Palestrante futurista Beia Carvalho é idealizadora, fundadora e presidente de uma grande empresa. Suas palestras são provocativas e transformadoras, tratadas com simplicidade e humor.


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Diversidade, sim. Porque um mundo de iguais é chato e pobre de ideias.

Diversidade, sim. Porque um mundo de iguais é chato e pobre de ideias.


Todo mundo, e quero dizer todo ser humano vivo ou morto, que ficou atraído por outra pessoa (animal ou objeto), sabe que esse magnetismo nada tem a ver com altura, peso, sexo, gênero, idade, ser preto, branco, amarelo ou vermelho, com países, religião, etnias, partido político, estágio social e cultural, preferências culinárias, nível educacional.

Antes que me joguem pedra, não estou dizendo aqui, que todo mundo é ou será atraído por seu oposto ou pelo "exótico", e muito menos que essa atração será desenvolvida e evoluída para uma relação entre pessoas.

Quero falar daquele primeiro momento, aquele instante antes de tudo, a priori, intuitivo. Aquele que te paralisa, ou te deixa frenético, que te emudece ou destrava a tagarelice como um meio de disfarçar o magnetismo evidente de seu estado contemplativo. Aquele que te deixa com um sorriso bobo nos lábios, que não é riso, nem gargalhada, nem sorriso amarelo. Que não te deixa dormir. Que te faz transpirar, que te deixa de cabeça quente, com o corpo tremelicando, que te dá uma fome danada ou te deixa jejuando por dias, se satisfazendo apenas de bebericar suas palavras, achando graça, pertinência, inteligência, leveza, sensualidade, beleza, em tudo que esse outro que nos atrai, faz.

Dizem que é a tal elevação nos níveis de dopamina em nosso cérebro, também chamado de “hormônio do prazer“, do amor, do sexo, da felicidade. (você pode me ajudar e descrever outras sensações para enriquecer o prazer dessa leitura).

O ponto aqui é que se você já se sentiu atraído, você sentiu alguma dessas incríveis e incontroláveis sensações. E quem diz que não, ou nunca se sentiu atraído ou não está sendo 100% honesto consigo mesmo.

Por um momento mágico (podemos estar falando de minutos, dias ou meses), esses efeitos profundos são ainda mais gostosos e intensos porque estão isentos de julgamentos, crivos sociais e religiosos. Eles nos aproximam do ser pelo qual estamos magnetizados. Eles nos transmitem uma sensação de prazer, de flutuação. Alguns dizem que nos sentimos assim, porque nos sentimos mais perto de cumprir a nossa missão animal de acasalar.

Muito infelizmente, muitas dessas atrações entre pessoas não evoluem para outras relações afetuosas justamente pelo assunto em questão: a aversão ao diferente institucionalizada pelos códigos sociais, culturais e religiosos. Estamos cercados consciente e inconscientemente por um verdadeiro exército nos vigiando dia e noite para que a gente não cai na tentação de se misturar. Nem pensar em namorar aquele pobre, deficiente, aquele imigrante, ignorante, aquele rico, porém preto, aquele rico, porém amarelo, aquele rico, porém gay e vai por aí.

Porque nós somos tão lindos e perfeitos, não? Tão excepcionais! Super mega bons partidos, inteligentes, altos, fortes, magros, cool, adorados, e por aí vai