Alexandre Padilha

Brasilia/DF


Alexandre Padilha

Alexandre Rocha Santos Padilha é um médico e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e atualmente deputado federal por São Paulo. Foi ministro das Relações Institucionais no Governo Lula e ministro da Saúde no Governo Dilma Rousseff.




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Alexandre Rocha Santos Padilha é um médico e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e atualmente deputado federal por São Paulo. Foi ministro das Relações Institucionais no Governo Lula e ministro da Saúde no Governo Dilma Rousseff.

Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi coordenador geral da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina em 1990, coordenador do Diretório Central de Estudantes da Unicamp e membro do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo entre 1991 e 1993. Foi membro da coordenação nacional das campanhas à presidência da República de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989 e em 1994. Entre 2000 e 2004, foi coordenador de Projetos de Pesquisa, Vigilância e Assistência em Doenças Tropicais, no Pará, o programa da Organização Mundial de Saúde (OMS).Por este motivo, teve Santarém como seu domicílio eleitoral até junho de 2013.

Em 2004, durante o primeiro mandato do Governo Lula, assumiu o cargo de diretor de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). No ano seguinte, foi conduzido para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, onde permaneceu até 2010, primeiro como assessor e depois como ministro. Assumiu a pasta no fim de setembro de 2009, após José Múcio Monteiro ser indicado pelo então presidente Lula à vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU).

Foi secretário municipal da saúde de São Paulo de 2015 a 2017 na gestão de Fernando Haddad. Em 2018, concorreu nas eleições ao cargo de deputado federal e foi eleito para a legislatura de 2019-2022 com 87.576 votos

Durante a especialização, Alexandre Padilha é convidado pela Universidade de São Paulo (USP) para participar, em Santarém no Pará, da montagem do Núcleo de Extensão em Medicina Tropical do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, da Faculdade de Medicina da USP. No ano seguinte, assume o comando do Núcleo, que já desenvolve protocolos de pesquisa em parceria com a Organização Mundial da Saúde. O Núcleo de Extensão funciona recebendo estudantes e médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em pequenas comunidades ribeirinhas, assentamentos rurais e tribos indígenas combatendo a malária e outras epidemias como tuberculose, doença de chagas, aids, infecção hospitalar. Alexandre Padilha se reveza entre o Pará e São Paulo, trabalhando e estudando. Na capital paulista, assume a supervisão técnica do ambulatório de Doenças dos Viajantes do HC.No interior do Pará convive e cuida de comunidades da Amazônia, entre elas a tribo Zo’é, que estava quase dizimada pela malária e pneumonia. Em 2000, conclui o curso de Especialização em Infectologia recebendo o registro CRM-SP 91136. Logo concorre e é aprovado no concurso para o HC. Alexandre Padilha, porém, opta por continuar no núcleo da USP na região amazônica dedicando-se, em parceria com a OMS, à pesquisa para desenvolver o Coartem, medicamento que atualmente é o mais eficaz na cura da malária grave, e que seria o trabalho de campo para o seu futuro doutorado.

O empenho de Padilha para o enfrentamento da malária, chama atenção do Ministério da Saúde. Por indicação do secretário-executivo do MS, Gastão Campos – que foi seu professor na Unicamp – o presidente Lula, recém-eleito em 2003, convida Alexandre Padilha para a direção de saúde indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), mudando assim seus planos de fazer o doutorado. Ao assumir a Funasa, Alexandre Padilha realiza, em parceria com a Controladoria Geral da União e a Polícia Federal, auditorias para apurar denúncias de irregularidades administrativas. Ele também muda o modelo de gestão para aumentar a supervisão sobre os gastos do órgão. Nos dois anos em que comandou a Funasa, também implantou a política de intercâmbio com universidades brasileiras para levar equipes multidisciplinares e tecnologia às tribos indígenas. Prossegue o trabalho para salvar a comunidade Zo’é da extinção, instalando inclusive uma unidade cirúrgica e ambulatorial dentro da aldeia. Hoje os Zo’é estão livres da malária e da tuberculose e não apresentam casos de diabetes, hipertensão, anemia ou doenças sexualmente transmissíveis.

Eleita presidente em 2010, Dilma Rousseff escolhe Alexandre Padilha para ser seu Ministro da Saúde. Ele fica ministro por três anos entre janeiro de 2011 e janeiro de 2014. Começa a gestão realizando uma pesquisa interna para levantar os principais problemas da Saúde no Brasil. O principal resultado da pesquisa revelou o que Padilha já testemunhava na sua prática de estudante e de médico: para acelerar o acesso à saúde nas pequenas cidades e periferias dos grandes centros, a rede pública precisava contratar mais médicos.

O Ipea confirmou em 2013 por pesquisa de que o maior problema do SUS, segundo os próprios usuários, era a falta de médicos. Padilha reforça diagnósticos da falta de médicos no Brasil e sua proporção por pacientes no mundo para comprovar a falta de recurso humano no SUS. Por isso, o ministro criou vários programas para aumentar o número de médicos nas regiões carentes: Lançou o Programa de Valorização do profissional da Atenção Básica (Provab) em que médicos recém formados receberiam uma bolsa no valor de 10 mil reais e bônus de 10% de pontuação em provas de residência para trabalhar em unidades de saúde de municípios de interior e periferias.

Em 2013, o então ministro Alexandre Padilha anunciou mais 3.613 novas bolsas de residência médica para 2014, o programa "Mais Residência Médica", o que ajuda a aumentar o número de atendimentos em áreas prioritárias da saúde pública. Outra iniciativa para elevar a quantidade de médicos no interior, foi o estímulo à abertura de novas faculdades de Medicina em municípios com até 70 mil habitantes e nenhum curso em seu território. A intenção é abrir 11,4 mil novas vagas de graduação até 2018, o que vai quase dobrar a oferta atual, que é de 18 mil vagas de Medicina em todo o país. O MEC divulgou no final de 2013 a lista de 49 cidades que receberam autorização para instalar cursos de medicina.

Em janeiro de 2014, mais de 3,3 mil médicos já atendiam comunidades carentes pelo Provab. Ainda em 2011, também lançou em parceria com o Ministério da Educação, o programa Fundo de Financiamento Estudantil da Saúde, o FIES Saúde. Por este programa, o médico formados por meio do financiamento estudantil (FIES) pode descontar a dívida pelo tempo em que trabalha para o SUS em áreas carentes.

Temas de Palestras:

- Saúde
- Direito Nacional
- Politica
- Gestão Publica
- Inovação em Saúde
- Covid-19

AT 05-21